Para Refletir

Por onde passei, plantei a cerca Farpada, plantei a queimada. Por onde passei, plantei a morte matada. Por onde passei, matei a tribo calada, a roça suada, a terra esperada... Por onde passei, tendo tudo em lei, Eu plantei o nada.  -  Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra.

 

Inicial Dissertações
Dissertações Concluidas

Confira as dissertações produzidas pelos discentes do Mestrado em História da UNIOESTE, vinculados à Linha de Pesquisa Estado e Poder

 

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Autores (as)

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Allexandre Arienti Ramos Mara Dhulle dos Santos Silva
Alana Milcheski Marcos Adriani Ferrari de Campos

⇒ Carlos Alberto Seibert

⇒ Marcos Alexandre Smaniotto

Carlos Eduardo Boareto Pereira ⇒ Marcos Vinicius Ribeiro

⇒ Cristiane Bade

⇒ Marcus Vinicius da Costa Conceição

Ederson Fernando Milan dos Santos

⇒ Milena Costa Mascarenhas
⇒ Édina Rautenberg Patrícia Bonilha Leão

⇒ Priscila Marchini Marins

⇒ Ricardo Krupiniski

⇒ Irene Spies Adamy

⇒ Rodrigo Jurecê Mattos Gonçalves

⇒ Irsabel Grassioli Suzane Conceição Pantolfi Tostes

⇒ Ivanor Mann de Souza

Thomaz Joezer Herler

Jeú Daitch de Castilho Valdir Sessi
Jonas Christmann Koren ⇒ Viviam Lara Cáceres Dan
Juliana Valentini  
Kleyne Paula Castro Lance  

⇒ Lucas Patschiki

 

⇒ Luis Fernando Guimarães Zen

 

 

 

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Turma 2016-2018

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SILVA, Mara Dhulle dos Santos. Guaíra: a cidade em tempos de ditadura civil-militar (1964-1985). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2016.

♦ Resumo: O trabalho propõe a análise da experiência do município de Guaíra – PR no contexto de Ditadura de Segurança Nacional, e sua instauração nos anos de 1964 a 1985 no Brasil, ou seja, analisaremos como esta pequena cidade, localizada no extremo Oeste paranaense, foi afetada pelos ditames da Ditadura. Observaremos como a cidade se estruturou antes da instalação do regime ditatorial; a importância da união do executivo nacional com o executivo municipal para direcionar o projeto da cidade durante os anos de ditadura; acompanhando também como alguns desses atos alteram a política local, e o cotidiano da cidade e de seus munícipes nos dias atuais. Além disso, será analisado como, durante o período ditatorial, foram aplicadas diferentes formas de coerção na dita cidade da região Oeste paranaense, que perfaz divisa com o Estado do Mato Grosso do Sul e o país vizinho, Paraguai.

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva

Profª. Drª. David Maciel (UFG)

Prof. Dr. Rodrigo Paziani (UNIOESTE)
 

 

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KOREN, Jonas Christmann. Ministério Silas Malafaia: evangelizando à direita. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2016.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva

Profª. Drª. Sônia Regina de Mendonça (UFF)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)
 

 

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Turma 2013-2015

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SESSI, Valdir. O Povo do Abismo: trabalhadores e o aparato repressivo durante a construção da Hidrelétrica de Itaipu (1974-1987). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2015.

♦ Resumo: A dissertação objetiva estudar a organização e a atuação dos aparelhos repressores, formados pelas Agências de Segurança da Itaipu Binacional e pelo Consórcio UNICON, durante o período de 1974 a 1987. Para a realização desta pesquisa, foram selecionadas ocorrências que envolviam os trabalhadores e produzidas pelas secretarias dessas mesmas agências, além de narrativas de trabalhadores e guardas de segurança, pertencentes a esses aparelhos. Neste sentido, o estudo inicia-se com a discussão acerca da origem militar dos agentes, bem como sobre a militarização dos corpos de segurança de cada uma delas. Esta discussão, presente no primeiro capítulo, permitiu, ao longo do estudo, aproximar o aparelhamento militar da ditadura vigente à atuação das referidas agências. Assim, a incidência de torturas contra os trabalhadores, no Canteiro de Obras e nas áreas destinadas à moradia dos trabalhadores, era endossada por um poder mais amplo e que transcendia o próprio Canteiro de Obras. Neste contexto, percebe-se que a formação militarizada ou paramilitar desses agentes deu sentido à transformação do complexo da Itaipu Binacional em uma “Instituição Total”. O mundo policial que se formou em torno dessas agências ou pequenas Unidades Militares tinha uma finalidade, isto é, para além da manutenção da ordem, criar um consenso entre a massa de trabalhadores de que eles estavam todo o tempo sendo vigiados e de que suas ações eram passíveis de punições. Se havia essas características militares e de constante vigilância na sociedade externa ao Canteiro de Obras, necessitava-se, também, de trazer para a usina, em termos de burocracia e práticas, os mesmos procedimentos adotados pelos aparelhos policiais regulares. Assim, as referidas Agências de Segurança mantiveram o signo da tortura e da repressão contra os trabalhadores comuns, durante o tempo que durou a construção da barragem. Os recibos de pessoas, comumente trocados entre os órgãos policiais, quando da entrega e recebimentos de indivíduos presos, foram também adotados pelos setores militarizados da Itaipu. Coroava-se, desta maneira, um complexo esquema repressivo que se mantinha ligado às demais entidades formadoras da base das Comunidades de Informações nacionais. Se, nos primeiros capítulos, o estudo intensificou a análise do aparelhamento policialesco em torno do Canteiro de Obras; nos momentos seguintes, sai da esfera da militarização. Desta outra perspectiva de abordagem, é estudada a dinâmica das contratações e das diversas maneiras que os candidatos a um emprego chegavam ao Centro de Recrutamento das empreiteiras. Muitos trabalhadores tinham uma profissão, e por isso a contratação deles era facilitada. Contudo, havia aqueles que se aventuravam sem qualificação, pois eram oriundos de outro ramo produtivo que estava em decadência, principalmente o da agricultura. Neste sentido, analisa-se a diversificação da origem dos trabalhadores, desmistificando a figura do “barrageiro”, atribuída pela história oficial a todos aqueles que trabalharam na construção da Usina da Itaipu. Nem todos que vieram e se assentaram como trabalhadores do Consórcio UNICON e em outras empreiteiras, formando os loteamentos irregulares do município de Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná, eram “barrageiros”. Neste contexto, muitos se lançavam a uma modalidade de trabalho opressiva e estranha. Não bastassem as duras e estafantes jornadas de trabalho, sob o olhar dos feitores e dos Guardas de Segurança, os homens eram vitimados pelos acidentes de trabalho: conforme subiam as “catedrais de concreto”, aumentavam-se os acidentes, a repressão, as viúvas e os órfãos, que migravam com os demais desempregados para a informalidade local. Por fim, foram estudados os levantes desses trabalhadores inseridos na “Instituição Total”. Muitos problemas referentes à coerção e ao controle ficaram dispersos ou adormecidos até o término do Governo Militar em 1985. Após o referido período de agremiação em sindicatos (1986), os trabalhadores insurgiram-se contra os desmandos das empreiteiras. Porém, nesse momento do período já “democrático”, mais precisamente em 1987, os “barrageiros” foram duramente reprimidos pelas forças públicas. Para isto, tais forças foram auxiliadas pelas informações secretas, produzidas pelo que restava da Assessoria de Segurança de Itaipu. Este levante foi o indicador do que acontecia nas demais greves em todo o Brasil. Quanto mais se anunciava a Assembleia Nacional Constituinte, mais se aumentava a repressão aos movimentos sociais, tal como ocorreu na Usina de Itaipu e que foi problematizado no decorrer do último capítulo dessa dissertação.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva

Prof. Dr. Jorge Fernandez (UFMS)

Profª. Drª Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

 

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HERLER, Thomaz Joezer. Formação e trajetória do primeiro MR-8: possibilidades e limites de construção de uma vanguarda revolucionário político-militar (1964-1969). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2015.

♦ Resumo: Esta dissertação aborda a formação e trajetória do primeiro MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), grupo armado que foi formado visando o enfrentamento à Ditadura instaurada pelo Golpe de 64, intentando a derrubada da mesma e a construção do socialismo no Brasil. Tendo seu início enquanto Dissidência do PCB no Rio de Janeiro (DI-RJ) no ano de 1964, num momento em que o partido estava sofrendo rachas em vários estados, seus membros arregimentaram diversos quadros de outras organizações, tais como a Dissidência do Paraná (DI-PR), Polop, Ação Popular (AP) e Ligas Camponesas, propondo constituir uma “frente revolucionária”. Tendo a ruptura com o PCB sido motivada por divergências não apenas com o paradigma de “revolução por via pacífica” adotado pelo partido, como também pela concepção de “revolução por etapas”, o MR-8, que pregava a transição direta ao socialismo, buscou inspiração em diversas experiências revolucionárias internacionais. Sendo atraídos pelo recente sucesso da Revolução Cubana, os quadros do movimento buscaram na “teoria do foco guerrilheiro”, desenvolvida por Ernesto Guevara e Régis Debray, um ponto de partida para a construção de uma vanguarda revolucionária em um país assolado por uma Ditadura Empresarial-Militar, como era o caso do Brasil. Para colocar em prática suas análises de realidade, lutaram pelo estabelecimento de um foco guerrilheiro no Oeste do Paraná, mais precisamente dentro do Parque Nacional do Iguaçu, área avaliada por eles, na época, enquanto favorável taticamente ao desenvolvimento de ações contra o Exército Regular. Contudo, durante o período de desenvolvimento de suas ações, os militantes do MR-8, a devido às dificuldades e limites encontrados nas experiências concretas, adaptariam a teoria do foco guerrilheiro às possibilidades propiciadas naquele momento histórico. Tendo sua derrocada em agosto de 1969, o Movimento Revolucionário 8 de Outubro foi uma das primeiras organizações armadas brasileiras de inspiração marxista a lutar contra a Ditadura Empresarial-Militar, bem como uma das primeiras a serem destruídas pela repressão. Para melhor compreender as discussões teóricas que ocorriam entre seus membros, articulamos a discussão de “partido” desenvolvida por Lenin com a “teoria do foco guerrilheiro”, partindo da percepção de Ernesto Guevara e Régis Debray. Para reconstituir sua trajetória, utilizamos uma série de fontes históricas de diferentes teores, algumas produzidas pela organização, outras pelos órgãos repressivos, bem como livros escritos por pessoas que fizeram parte ou tiveram contato com o grupo em questão.

 

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Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. Carlos Zacarias Sena Junior (UFBA)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)

 

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FRANCO DE ANDRADE, Guilherme Ignácio. Uma nova Frente Nacional? o projeto político de Marine Le Pen. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2015.

♦ Resumo:  Investigamos, nessa dissertação, o processo de transformação do partido francês, Frente Nacional, a partir da aposentadoria política de Jean-Marie Le Pen e a ascensão de Marine Le Pen à presidência do partido. Durante a pesquisa, procuramos evidenciar o processo de nascimento dos movimentos de extrema direita na França, tendo seu início no século XIX, com o grupo monarquista Ação Francesa e, paralelamente, pelo movimento liderado pelo General Georges Boulanger. O avanço e concretização do fascismo na França se deu durante a ocupação alemã, na Segunda Guerra Mundial, com a instauração da Revolução Nacional, pelo Marechal Pétain. Em nossa pesquisa, pudemos investigar como se deu o desenvolvimento do projeto fascista na França, que durou quase três décadas para se concretizar e se unificar através de uma legenda política, a Frente Nacional. Os diversos grupos apresentados no percurso de nossa pesquisa nos dão evidências suficientes para acreditar no projeto fascista francês enquanto movimento articulado por parcelas da pequena burguesia e da classe média, assim como foi demonstrado por outros pesquisadores entre esses grupos específicos e o movimento fascista. Em nossa dissertação, o objetivo principal foi investigar a transição política do partido Frente Nacional e as mudanças em seu programa político, liderado por Marine Le Pen e apoiada pelos militantes mais jovens do partido. Para entendermos o período atual em que se encontra o Frente Nacional, investigamos o processo de construção do partido e os diferentes programas políticos que foram criados ao longo de sua existência. Dessa forma, conseguimos analisar, comparativamente, os diferentes projetos inseridos em suas condições concretas e históricas, visto que o partido, ao longo dos seus 40 anos, apresenta posições extremamente antagônicas em relação a outros partidos ou movimentos fascistas. A nova Frente Nacional, conforme elaboramos como tema de análise principal, nos demonstra que o partido, durante sua atividade política, sempre se preocupou em ser uma alternativa ao capitalismo e ao socialismo, ainda que nunca tenha proposto romper com as relações capitalistas ou acabar com a luta de classes. A Frente Nacional, teve sempre como questão principal a defesa dos interesses dos pequenos burgueses, da classe média e dos profissionais liberais, ainda que nessa trajetória tenha defendido o ultraliberalismo, as privatizações e se inserido na defesa do avanço neoliberal na França, postura modificada na atualidade, como vimos em nossa pesquisa. Ao analisar a Frente Nacional, chegamos à conclusão de que, no nível discursivo, se tornou mais sensível aos problemas sociais e tentou se aproximar dos trabalhadores, reelaborando todo seu discurso para mascarar seu projeto segregacionista, totalitário e de branqueamento populacional mas, ideologicamente, o partido nunca abandonou suas convicções nazifascistas, mantendo suas ideias xenófobas e racistas.  

 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Prof. Dr. Jefferson Rodrigues Barbosa (UEL)

Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

 

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SANTOS, Ederson Fernando Milan dos. Fronteira, capitalismo e democracia: Estados Unidos e Brasil (séculos XIX e XX). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2015.

♦ Resumo: O objetivo geral dessa dissertação é analisar as interpretações construídas sobre os conceitos de fronteira, capitalismo e democracia, a partir das obras de alguns intelectuais que estudaram sobre o assunto, aplicando esses conceitos aos seus respectivos modelos, que neste caso, diz respeito ao caso estadunidense e ao caso brasileiro. Os objetivos específicos envolvem descrever o conceito de fronteira de Frederick Jackson Turner, a partir de seu mais famoso ensaio, O Significado da Fronteira na História Americana; analisar como Turner desenvolve o conceito de democracia, a partir das relações sociais estabelecidas na fronteira; identificar os autores que estudaram o tema, analisando suas obras no contexto que foram produzidas, buscar referência na obra de autores brasileiros que estudaram o tema da fronteira e da democracia, entre eles Otávio Velho, José de Souza Martins, Cassiano Ricardo, assim como observar como o desenvolvimento capitalista ocorreu no Brasil, a partir das relações de trabalho engendradas na fronteira, seguindo os pressupostos das obras de Otávio Velho e José de Souza Martins. O trabalho é teoricamente embasado a partir da metodologia da História dos Conceitos em diálogo com a História das Ideias, visando traçar as relações entre esses autores, o contexto em que suas obras foram produzidas e como é possível a produção do conhecimento a partir da análise das interpretações dos processos de expansão da fronteira nos Estados Unidos e no Brasil, e como essas interpretações formam a base para a construção de ideias sobre o processo de desenvolvimento da democracia e do capitalismo nesses dois países.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva

Prof. Dr. Paulo Afonso Zarth (UNIJUI)

Prof. Dr. Paulo José Koling (UNIOESTE)

 

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RAMOS, Alexandre Arienti. O projeto de incentivo da indústria bélica brasileira (2003-2013). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2015.

♦ Resumo:  O trabalho trata das Políticas referentes à Indústria Bélica brasileira nos anos de 2003-2013, de presidência petista. Para tanto são analisadas também as Políticas de Defesa em termos amplos. Além disso, investigamos a atuação do setor no sentido de promover seu projeto por meio da participação de seus intelectuais em fóruns e comissões governamentais. Também buscamos perceber a articulação do discurso do setor industrial na imprensa. Em síntese, conseguimos constatar como frações da Indústria Bélica foram bem sucedidas em estabelecer a pauta das Políticas para o setor, conquistando um conjunto de benefícios, fiscais, regulatórios e protecionistas. Ainda conseguiram tornar majoritário seu projeto de Indústria Bélica, quanto ao formato privado dos empreendimentos. Além da análise das Políticas de Defesa, especialmente as voltadas para a indústria, realizamos um conjunto de estudos de casos de programas de aquisição de equipamentos pelas Forças Armadas brasileiras, com a intenção de entender os reais sentidos da aplicação efetiva das políticas elencadas. Da contraposição entre o discurso político e o exercício real das políticas de aquisição, percebemos certo descompasso. Enquanto que o discurso se fundamenta em argumentos nacionalistas e de desenvolvimento autônomo de tecnologias, a realidade foi marcada por um relativo processo de desnacionalização de setores da Indústria Bélica brasileira, por meio de uma integração tecnológica e financeiramente subalterna às gigantes internacionais do setor bélico. 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Profª. Drª. Virgínia Fontes (UFF)

Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

 

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MILCHESKI, Alana. A publicidade na história: análise da ideologia veiculada em anúncios da Revista Veja (1979-1985). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2015.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. Danilo Enrico Martuscelli (UFFS-Chapecó)

Prof. Dr. Alexandre Sebastião Ferrari (UNIOESTE)

Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva (UNIOESTE)
 

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CAMPOS, Marcos Adriani Ferrari de. Resitência e repressão no oeste paranaense: o caso da Var-Palmares em Nova Aurora em 1970. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2014.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. Enrique Serra Padrós (UFRGS)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)
 

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LANCE, Kleyne Paula Castro. Conciliação, mediação e arbitragem no Brasil neoliberal: as associações patronais e suas instituições mediadoras (1994-2012). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2014.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva

Profª. Drª. Clarice Gontarski Sperança (UFPEL)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)
 

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VALENTINI, Juliana. Sociedade Rural do Paraná: organização e atuação da fração agrária da classe dominante regional. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2014.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Paulo José Koling

Profª. Drª. Sônia Regina de Mendonça (UFF)

Profª. drª. Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva (UNIOESTE)
 

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CASTILHO, Jeú Daitch. A concepção do Peronismo em Sílvio Frondizi e Milciades Peña. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2014.

♦ Resumo: O objetivo da dissertação é abordar a interpretação do primeiro ciclo peronista realizado pelos intelectuais argentinos Sílvio Frondizi (1907-1974) e Milcíades Peña (1933-1965). Para tanto, é possível pensá-los, nos termos de Antonio Gramsci, como intelectuais orgânicos, vinculados a classe trabalhadora argentina. Como fontes de pesquisa foram utilizados os principais livros nos quais eles interpretam o peronismo (La realidad argentina; Masas, caudillos y elites) além de artigos, panfletos e informativos publicados pelos variados grupos de esquerda na década de 1950. A discussão inicialmente apresenta uma análise da trajetória intelectual dos militantes com ênfase para os principais acontecimentos pessoais nos dez anos do peronismo clássico (1945-1955), momento de maturação ideológica sob a ótica marxista. Destaca-se também as transformações históricas que se fizeram sentir nos variados agrupamentos de esquerda da Argentina, processo conhecido como “reconfiguração das esquerdas”. No embate com esses grupos e intelectuais foi que ocorreu a interpretação do peronismo. A intelectualidade argentina desse período é entendida como uma arena em que os variados grupos disputam a construção do peronismo. Frondizi e Peña convergem para uma alternativa revolucionária que caracterizava a aparelhagem do justicialismo como um governo de tipo bonapartista. Dada essas características a pesquisa buscou discutir o pensamento de Frondizi e Peña e a força social das ideias que ambos propuseram.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Prof. Dr. Mário Maestri (UPF)

Prof. Dr. Antônio de Pádua Bosi (UNIOESTE)
 

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LEÃO, Patrícia Bonilha. A reforma da Previdência Social durante os governos Collor/Itamar, FHC e Lula (1990-2003). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2013.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Paulo José Koling

Prof. Dr. Cezar Karpinski (UNILA)

Prof. Dr. Davi Félix Schreiner (UNIOESTE)
 

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PEREIRA, Carlos Eduardo Boareto. A difusão da ideologia imperialista estadunidense nas histórias em quadrinhos dos Avengers (1963-1967). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2013.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. Sidnei Munhoz (UEM)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)
 

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Turma 2010-2012

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GRASSIOLI, Isabel. Programa Bolsa Família: concepção e limites da proposta de erradicação da pobreza no governo Lula (2003-2010) . Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2012.

♦ Resumo: 

 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Prof. Dr. Eurelino Teixeira Neto (UEFS)

Prof. Dr. Antônio de Pádua Bosi (UNIOESTE)
 

 

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PATSCHIKI, Lucas. Os litores de nossa burguesia: Mídia Sem Máscara em atuação partidária (2002-2011). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2012.
♦ Resumo: Investigamos nesta dissertação a atuação partidária do grupo organizado em torno do website Mídia Sem Máscara (www.midiasemmascara.org) entre os anos de 2002 e 2011. Ele se constitui em 2002, no contexto das eleições presidenciais que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, apresentando-se como um observatório de imprensa, sob a responsabilidade de seu principal organizador Olavo de Carvalho. Este propunha através do Mídia Sem Máscara agrupar uma série de intelectuais de direita em torno de um componente ideológico: o anticomunismo. Após aquela eleição houve rápida ascensão anticomunista na mídia brasileira, elemento de pressão sobre o Partido dos Trabalhadores para que cumprisse os compromissos assumidos com a burguesia e o imperialismo. Explicação que não é suficiente para caracterizar o avanço de um movimento organizado de tipo fascista, que iremos analisar através dos limites do ultraliberalismo como projeto histórico-social, incapaz de solucionar as crises do capital-imperialismo. Nesta conjuntura o anticomunismo serviu como base ideológica comum para o “espectro” fascista da sociedade, um movimento organizador visando o acirramento da luta de classes. O Mídia Sem Máscara partiu destas bases militando por um projeto fascista – ainda não plenamente desenvolvido, já que determinado pela conjuntura. O fascismo é compreendido aqui como um fenômeno nascido com o imperialismo, cuja função política e social primária é o de reorganizar o bloco no poder de maneira brutal durante a crise aberta, para a manutenção e reprodução da sociedade de classes – o que denota seu caráter de luta aberta contra a classe trabalhadora e suas organizações, de maneira geral contra qualquer avanço conquistado pelas classes exploradas. Isto não significa que qualquer crise abre caminho para a alternativa fascista, mas é pela perspectiva de ruptura institucional que os movimentos fascistas contemporâneos organizam- se. Esta é uma das prerrogativas do que podemos chamar de terceira “onda” fascista, ideologicamente distinta das anteriores pela aceitação dos pressupostos econômicos ultraliberais e organizativamente pela ênfase na formação de redes extrapartidárias. Iremos abordar nesta dissertação: a relação da história imediata com a academia; a produção do conhecimento histórico e a questão da verdade histórica; os desenvolvimentos qualitativos do capitalismo no século passado; o desenvolvimento da internet como parte da ampliação das formas de reprodução do capital; a instalação da internet no Brasil; os movimentos fascistas em suas transformações; a trajetória pública de Olavo de Carvalho; a constituição e afirmação do Mídia Sem Máscara; sua organização; peculiaridade discursiva; formas de atuação para propaganda, cooptação e formação de seus leitores-militantes através da internet; os grupos sociais aos quais dirigem-se; sua rede extrapartidária; e suas premissas ideológicas, enfatizando a especificidade de seu anticomunismo (o anticomunismo contra Gramsci).
Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Prof. Dr. Gelson Rozentino de Almeida (UERJ)

Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva (UNIOESTE)
 

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CONCEIÇÃO, Marcus Vinicius da Costa. A internacinal situacionista em cena (1957-1972): uma história da teoria e da práxis situacionista. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2012.

♦ Resumo:  Esta dissertação busca analisar a atuação da Internacional Situacionista no seu período histórico, destacando o modo como ela envolveu-se com pessoas, organizações e eventos históricos para construir o seu pensamento e a sua práxis. Para isso, foram trabalhadas as bases teóricas e históricas através das quais as formulações situacionistas estão assentadas, sendo que, os principais enfoques são: a discussão sobre a ditadura do proletariado partindo das formulações de Marx e Engels e o reordenamento do Estado no Pós-segunda Guerra Mundial. No que se refere às relações da Internacional Situacionista com outros intelectuais e organizações sociais e políticas procurou-se analisar a forma como processava-se o posicionamento dos situacionista, ou seja, através de debates intensos de ideias e de posições que foram de extrema importância para demonstrar como eles se posicionavam sobre temas significativos da vida francesa daquele momento. O último foco de análise pautou-se em dissecar a maneira como os situacionistas construíram o seu pensamento, em relação à sociedade, ao processo revolucionário e os conselhos operários, tentando perceber as influências que lhe foram assimiladas e o avanço deles em relação a essas ideias e de como esse avanço serviu para eles demarcarem uma posição clara em um evento tão polarizado como o Maio de 1968.

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. Muniz Ferreira (UFBA)

Profª. Drª. Aparecida Darc de Souza (UNIOESTE)

Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva (UNIOESTE)
 

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TOSTES, Suzane Conceição Pantolfi. Revista Veja e a luta de classes dos anos 1980: FIESP e CNI contra a CUT e o PT pelo olhar de Veja durante os anos 1985-1989. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2012.

♦ Resumo: O objetivo desta pesquisa é investigar e analisar de que forma a revista Veja fez a cobertura sobre a atuação das organizações de classe (CUT, PT, FIESP e CNI) entre os anos de 1985-1989. Partimos do pressuposto que a revista Veja age enquanto um aparelho privado de hegemonia, já que propõe encaminhamentos, organiza, cria consenso e compartilha sua visão de mundo com uma determinada fração da classe burguesa, nesse período estudado concluímos que Veja se aproxima das frações da classe burguesa empresarial industrial do Brasil. O recorte temporal da pesquisa compreendeu os anos de 1985-1989, pois foi um período marcante na história brasileira, devido ao “fim da ditadura militar” (mas não o fim do entulho autoritário da ditadura militar, uma vez que, permaneceu vigente a Constituição do período da ditadura até agosto de 1988, a repressão aos movimentos sociais e formas de mobilização e organização da classe trabalhadora, ilegalidade da greve, permanência do Ministério das Forças Armadas e da Segurança Nacional todas coordenadas por militares), a promulgação da Nova Constituição e com ela a legalidade da greve para algumas categorias e a intensificação da luta de classes. Devido a esses elementos a pesquisa procurou discutir, analisar, investigar a partir das matérias da revista Veja, como a mesma fez a cobertura dos planos econômicos implantados durante os anos de 1985-1989 e as consequências para a classe trabalhadora, bem como investigar a cobertura que a revista Veja fez sobre a atuação das organizações de classe (CUT, PT, FIESP e CNI) no período de 1985-1989 e os embates entre essas organizações.

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª Carla Luciana Souza da Silva
Prof. Dr. David Maciel (UFG)

Prof. Dr. Paulo José Koling (UNIOESTE)

 

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Turma 2009-2011

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CEZAR JUNIOR, Gervásio. Revista Visão: construção, organização e difusão do projeto neoliberal no Brasil da década de 1970. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2011.

♦ Resumo: Este trabalho analisou a ação partidária da extinta revista Visão, bem como a participação de seu principal intelectual e proprietário Henry Maksoud, durante os anos de 1974 a 1979. O período compreendido é parte do processo de ditadura civil-militar instituído no Brasil a partir do golpe de 1964, mais precisamente, os anos 1970 foram marcados por uma virada na forma de conduzir a economia, sobretudo pelo advento do II PND (II Plano Nacional de Desenvolvimento). Para compreendermos o papel desempenhado por Visão na sociedade, nos pautamos no referencial produzido pelo filósofo revolucionário italiano Antonio Gramsci, para ser mais específico em suas considerações acerca do conceito de aparelho privado de hegemonia. O primeiro capítulo desta dissertação tem em si a base da discussão teórica utilizada em toda a dissertação. E mais, ele conta ainda com um último ponto onde discutimos a trajetória histórica de construção do projeto neoliberal. Ao longo do capítulo dois, nós mostramos em quais instâncias se deva a relação Visão e ABDIB, sustentada e abalada, sobretudo, pela criação do II PND. O terceiro capítulo tem como objetivo principal expor a relação íntima entre Visão e a Campanha Antiestatizante, mostrar como Visão apoiou-se na Campanha Antiestatizante para iniciar a difusão do neoliberalismo no Brasil. No capítulo quatro nos mostramos quais os intelectuais clássicos do neoliberalismo, bem como suas principais teses, são utilizados por Visão para ajudar no aperfeiçoamento e organização do programa neoliberal brasileiro. Com isto identificamos que Visão age enquanto um agente organizador do projeto neoliberal para o Brasil, já na década de 1970, apoiado principalmente nas premissas de Frederick August von Hayek, sobretudo mediadas por Henry Maksoud, proprietário e editor-chefe da revista.

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. Francisco César Pinto da Fonseca (FGV-SP)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)

 

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RAUTENBERG, Édina. A Revista Veja e as empresas de construção civil (1968-1978). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2011.

♦ Resumo: A dissertação buscou investigar o discurso e posicionamento da revista semanal Veja, de publicação da Editora Abril, sobre as empresas da construção civil durante a ditadura civil- militar brasileira, tomando como recorte os dez primeiros anos da revista (1968-1978). Como delimitação, selecionamos três das principais obras construídas naquele período para assim, problematizar o discurso de Veja em relação às obras e, em especial, as suas construtoras. Para isto trabalhamos com a Rodovia Transamazônica, a Ponte Rio-Niterói e a Hidrelétrica de Itaipu. Iniciamos a dissertação apresentando nosso objeto de estudo, a revista Veja, situando-a no contexto político em que foi criada (1o Capítulo), passando por uma discussão bibliográfica, que situa a formação do capitalismo e do Estado capitalista no Brasil e sua especificidade sob o regime militar (2o Capítulo). Estes dois primeiros capítulos estão concentrados no Volume I. O Volume II suporta o cerne de nossa pesquisa, onde analisamos a posição de Veja em relação às construtoras e as obras analisadas. O terceiro capítulo baseia-se na análise do discurso e posição de Veja em relação à construção da Rodovia Transamazônica, cujas obras iniciaram em 1970, pelas construtoras Camargo Correa, Rabello S/A, EIT, Queiroz Galvão, Mendes Júnior, S.A. Paulista, Paranapanema, e pelos Batalhões de Engenharia e Construção do Exército (BECs). O quarto capítulo trabalhou com a análise de Veja sobre a construção da Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niterói, cujas construções iniciaram em 1969, pelo Consórcio Construtor Guanabara, formado pelas empresas Camargo Correa, Mendes Júnior, Rabello S.A. e Sérgio Marques de Souza. Devido à escassa bibliografia sobre o tema, o capítulo procurou apresentar os acontecimentos que envolveram a construção da obra, bem como analisar como Veja foi se posicionando em relação a mesma. O quinto capítulo analisou o discurso e a posição de Veja em relação à construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, cujas obras tiveram inicio em 1975.

A construção ficou a cargo de dois consórcios, um brasileiro e um paraguaio: UNICON (União de Construtoras Ltda), brasileiro, formado pelas empresas Cetenco Engenharia Ltda, CBPO – Cia brasileira de Pavimentação e Obras, Camargo Correa, Andrade Guttierrez e Mendes Junior; e CONEMPA (Consórcio de Empresas Construtoras Paraguaias), formado pelas empresas Barrail Hermanos, Cia. General de Construcciones, ECCA. S.A., Ing. Civil Hermanos Baumam, ECOMIPA – Emp. Const. Min. Paraguaya e Jimeñez Gaona & Lima. Esperamos com este trabalho demonstrar a relação de Veja com a ditadura e também com as empresas de construção civil (que cresceram graças às políticas ditatoriais), demonstrando e problematizando estas relações de poder que permeiam a sociedade civil e a posição de Veja dentro destas relações.

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª Carla Luciana Souza da Silva

Profª Drª Maria Letícia Corrêa (UERJ)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)

 

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BADE, Cristiane. Especulação do solo urbano em Marechal Cândido Rondon (1980-2008): uma análise sobre as relações políticas e empresariais. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2011.

♦ Resumo: O estudo consiste em analisar a formação do espaço urbano na cidade de Marechal Cândido Rondon, durante o período de 1980 a 2008, problematizando a prática da especulação do solo urbano. Para analisarmos a problemática proposta, organizamos a dissertação em três capítu-los. No primeiro capítulo buscamos compreender a formação dos grupos políticos e imobiliá-rios no município, para isso fizemos uma análise histórica do período da colonização dirigida pela empresa Maripá. Já no segundo capítulo damos ênfase à especulação do solo urbano, analisando as relações políticas e empresariais. Neste capítulo, também analisamos a especu-lação em determinadas áreas que permanecem “vazias” na cidade e, em alguns casos apresen-tamos fotografias desses locais. No terceiro capítulo estudamos a especulação do solo urbano nas áreas circundantes ao Parque Ecológico Rodolfo Rieger, um investimento público proje-tado por empresários e políticos (investidores). As fontes da pesquisa foram fontes orais, re-gistro das sessões da Câmara Municipal (Atas), fontes jornalísticas (jornal O Presente e Rádio Difusora do Paraná), documentos que fazem parte do Procedimento Administrativo Ministeri-al e processos licitatórios referentes à construção do parque ecológico. Com este estudo pro-curamos apontar as relações e vínculos existentes entre os especuladores e a municipalidade na formação da sociedade e do desenho urbano da cidade. 

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Paulo José Koling

Prof. Dr. Adelar Heinsfeld (UPF)

Profª Drª Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

 

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MASCARENHAS, Milena Costa. Poeira X UNICON: confrontos e contrapontos entre expropriados da ITAIPU. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2011.
♦ Resumo: Esta pesquisa aborda a temática social dos expropriados da Usina Hidrelétrica da Itaipu Binacional, construída no Rio Paraná, localizado na região Oeste do Paraná, durante o período da ditadura militar entre os anos de 1975 e 1984. A pesquisa teve com objeto e fonte central a análise de dois periódicos, o informativo Unicon, o primeiro jornal da Itaipu, criado em 1978, e o boletim Poeira, criado no mesmo ano, produzido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT/PR), e o objetivo de destacar os confrontos e contrapontos que seus sujeitos produziram no processo. Pretendeu-se identificar os projetos sociais presentes nesses dois periódicos, o Unicon como porta-voz oficial da Itaipu, que visava tornar-se hegemônico ao construir um consenso através do discurso que propagava a imagem do Brasil como país forte e do futuro, rico em recursos naturais, e convidava os brasileiros a contribuírem para este crescimento e progresso, justificando os sacrifícios que a obra trazia. O boletim Poeira, com um discurso e prática contra-hegemônica ao bloco Governo-Itaipu, que contestava e denunciava as ações da Itaipu, sendo o principal instrumento dos expropriados. Enquanto meio pedagógico, através dos Poeiras, a CPT/PR e o Movimento Justiça e Terra compartilhavam experiências, elaboravam concepções, denunciavam as pressões sofridas pelo movimento e os expropriados praticadas pela Itaipu. Nessa mobilização propuseram um projeto de ação para o movimento dos atingidos, visando garantir mais justiça nas indenizações e minimizar prejuízos sócio-culturais.
Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Paulo José Koling

Profª. Drª. Maria Lígia Prado (USP)

Profª. Drª Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

 

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KRUPINISKI, Ricardo. Época e Veja: imperialismo em revistas ou revistas imperialistas? Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2011.
♦ Resumo: Partindo do conceito de luta de classes entende-se que a sociedade é permeada por diferenças de classe, de visões de mundo, por conflitos que se dão dia após dia, tanto no âmbito da sociedade política quanto da sociedade civil. Desta forma, levando em consideração a existência de certos grupos dominantes na sociedade que usam de mecanismos para construir discursos hegemônicos em defesa de seus interesses de classe, buscou-se com essa pesquisa problematizar os discursos das revistas semanais Época e Veja em torno da questão do imperialismo, visto em sua forma mais atual, denominado por Virgínia Fontes de capital-imperialismo. A análise de ambas as revistas concentrou-se durante o período de 2003 a 2006. O objetivo da pesquisa girou em torno de compreender como Época e Veja se posicionaram em assuntos referentes ao capital-imperialismo, sobre importação e exportações de capital. A dissertação se organiza em três capítulos: no primeiro, de caráter teórico, procuramos apresentar um levantamento historiográfico em torno do capitalismo contemporâneo, apresentar os referenciais teóricos que sustentam a análise bem como a metodologia empregada. No segundo capítulo analisamos como as revistas Época e Veja se posicionam em relação ao capital-imperialismo internacional, ou seja, em torno da importação de capitais estrangeiros para o Brasil. Neste capítulo buscou-se mostrar como as empresas multinacionais e o capital financeiro são apresentados pelas revistas. O terceiro e último capítulo teve como objetivo analisar questões que permeiam a relação de Época e Veja com a exportação de capital brasileiro, ou seja, levantar algumas questões que nos faz em pensar o Brasil como um país capital-imperialista, tendo como objeto de estudo as revistas. Esta discussão está inserida no período que corresponde ao primeiro mandato do governo petista. Assim sendo, buscou-se apresentar que para além do papel desempenhado pelo Estado, que viabilizou o processo de expansão de capitais brasileiro, empresas como Petrobrás, Vale, Gerdau também encontraram espaços privilegiados em meios de disseminação de consenso - nesse caso específico, as revistas Época e Veja -, onde são vistas e apresentadas como sinônimos de sucesso do capitalismo brasileiro.
Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Profª Drª Maria Letícia Correa (UERJ)

Profª Drª Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

 

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Turma 2008-2010

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CÁCERES DAN, Vivian Lara. O acesso à cidade: questões sócio-econômicas da cidade de Cáceres com enfoque na Praça da Feira. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2010.
♦ Resumo: A presente dissertação analisa as enormes contradições do capitalismo manifestas na cidade de Cáceres e a crescente desigualdade social presente nesse local. O texto relaciona a economia, a organização espacial, a questão social e como a classe burguesa atua na política local para assim podermos evidenciar essa desigualdade, quem a estão produzindo, a quem isso interessa e afeta. Para entendermos o que acontece nessa cidade, a praça da feira, lugar da pobreza, do descuido, do destrato das pessoas e ainda enfoque da atuação tanto das políticas sociais, religiosas quanto da polícia torna-se um exemplo de como esse espaço exterioriza as desigualdades sociais vivenciadas nessa sociedade, ampliação de seu domínio, exploração das demais classes e como a elite local promove estratégias de sufocamento deste lugar. Ao discutir como o Estado e a sociedade organizada atuam para sufocar um lugar que incomoda, ou ao colocar em evidência as políticas sociais que tentam “amenizar” os problemas sociais, ou mesmo abordando as estratégias de ordenação dos espaços urbanos dessa cidade, esses elementos combinados podem ser encarados como um fator da política segregadora e das desigualdades vivenciadas em sociedade assim como perceber como essas práticas são direcionadas para atender aos interesses da elite local. O percurso teórico-metodológico é ancorado nas reflexões de Carlos Nelson Coutinho, Ronaldo Coutinho, Sônia Mendonça, Cecília Coimbra, Roberto Lobato Corrêa, Virgínia Fontes, José de Souza Martins, Karel Kosik, Milton Santos, entre outros que inspiram o entendimento dessa realidade. Assim, juntam-se os pressupostos teóricos à pesquisa qualitativa baseada em levantamento de bibliografias referentes ao tema, coleta de dados em jornais, revistas, atas e requerimentos da Câmara Municipal, Leis, Projetos, entrevistas, boletins de ocorrências, mapas, dados em sites oficiais como INCRA, IBAMA, IBGE entre outros e entrevistas.
Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. João Márcio de Oliveira (UFRRJ)

Prof. Dr. Marcio Antônio Both da Silva (UNIOESTE)

 

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SOUZA, Ivanor Mann de. A 'Voz do Oeste'  e sua realação com as articulações burguesas e o Estado em Toledo (1964-1970). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2010.

♦ Resumo: Ao problematizar o Estado atuante em Toledo, partimos de uma discussão inicial sobre sua origem e sua inserção na sociedade civil; buscando identificar o Estado inserido nas relações sociais, indo além da apresentação simplória defendida pelos teóricos do liberalismo. A pesquisa, fundamentada no materialismo histórico, em especial na concepção gramsciana de Estado, tem como objetivo a compreensão da sociedade civil toledense e as relações que esta estabelece na configuração do Estado no município, que é disputado pela burguesia na luta de classes, para defender os seus interesses. A pesquisa trabalha o Estado em Toledo a partir das fontes literárias, dos projetos de Lei aprovados pela Câmara de Vereadores, de arquivos do Museu Histórico de Toledo e, principalmente, fundamenta-se na análise da trajetória do jornal “A Voz do Oeste”, discutindo a forma como ele se constituiu em um aparelho privado de hegemonia de frações da burguesia local para colocar em prática seu projeto político no âmbito da administração municipal. Para esclarecer como o jornal atuou na defesa de interesses de seus representados, abordamos sua relação com as duas gestões municipais dos prefeitos Avelino Campagnolo (1964 - 1969) e Egon Pudell (1969 - 1970), até o ano em que o jornal foi extinto. Pelo fato das duas gestões serem uma na sequência da outra, é possível compreender a postura do jornal em relação aos dois governos municipais. Embora ambos defendessem interesses de grupos burgueses, é possível perceber que, embora na luta de classes a burguesia intervenha de forma coesa e unificada, visando à manutenção da exploração sobre a classe trabalhadora; as diferentes frações que constituem a burguesia tem fissuras e estas puderam ser percebidas na forma como o jornal se relacionou com as duas administrações e em sua intervenção na disputa da campanha eleitoral para prefeito em Toledo em 1968, quando os grupos burgueses que se expressam através dele agiram efetivamente para atingir os seus objetivos. Assim, o trabalho desenvolve uma discussão sobre as formas organizativas criadas por estes grupos, em especial através da constituição e manutenção do jornal “A Voz do Oeste”, visando sua afirmação hegemônica.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Prof. Dr. Edmundo Fernandes Dias (UNICAMP)

Prof. Dr. Paulo José Koling (UNIOESTE)

Profª Drª Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

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ADAMY, Irene Spies. Formação e organização política da classe dominante agrária: a Sociedade Rural do Oeste do Paraná. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2010.
♦ Resumo: Este estudo refere-se à formação e organização política da fração agrária da classe dominante na região Oeste do Paraná, a partir de sua entidade de classe, a Sociedade Rural do Oeste do Paraná. A origem desta fração de classe encontra-se em dois momentos distintos: o primeiro, quando da ocupação e (re)ocupação da terra, cujo processo interferiu diretamente na estrutura fundiária do município de Cascavel, marcada pela presença do latifúndio, base material sobre a qual se assenta o poder econômico e político dos agropecuaristas; e, o segundo, quando da modernização conservadora implantada no campo brasileiro durante as décadas de 1960, 1970 e 1980, que contribuiu para consolidar o latifúndio e o poder de seus proprietários. Porém este poder não é absoluto e inconteste. Ainda na década de 1980, o MST assumiu sua condição de movimento social em nível nacional, na luta por reforma agrária e por um novo modelo de uso da terra e de produção para a agricultura brasileira, desencadeando conflitos e confrontos, não poucas vezes marcados pela violência e morte. Neste enfrentamento, os grandes proprietários rurais tiveram na SRO o seu espaço de organização, mobilização e liderança nas ações efetivadas, revelando seu caráter classista e conservador. Portanto, este trabalho busca analisar, a luz da teoria de Antonio Gramsci, como esta fração de classe vem se organizando e reorganizando, a fim de manter sua condição hegemônica.
Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Paulo José Koling

Profª. Drª. Sônia Regina de Mendonça (UFF)

Prof. Dr. Davi Felix Schreiner (UNIOESTE)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)

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Turma 2007-2009

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GONÇALVES, Rodrigo Jurecê Mattos. História Fetichista: o Aparelho de Hegemonia Filosófica Instituto Brasileiro de Filosofia/Convivium (1964-1985). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2009.

♦ Resumo: O objetivo deste estudo é investigar o Instituto Brasileiro de Filosofia (IBF) e a revista Convivium durante a ditadura militar (1964-1985). Por um lado, partindo dos conceitos de revolução passiva e partido político, elaborados por Antonio Gramsci, e aparelho de hegemonia filosófico (A.H.F.), de Christine Bucci-Glucksmann, buscamos: (i) a interpretação da história recente do Brasil a partir da revolução passiva, onde a ditadura é elucidada como revolução-restauração; (ii) a análise da atuação orgânica, neste contexto, de Miguel Reale, Antonio Paim e Paulo Mercadante a partir do conceito de partido político e de A.H.F. Paim e Mercadante foram militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) até 1956, quando se aproximaram de Reale e passaram a integrar, com o tempo, o IBF e a Convivium – este processo é esclarecido pela categoria gramsciana de transformismo. A partir da trajetória histórica do IBF e da Convivium concluímos que formaram um único A.H.F. - organização fundamental para a tentativa de construir uma hegemonia de classe durante a ditadura e instrumento para a luta de classes. Nossa principal fonte é a revista Convivium, publicada de 1962 a meados dos anos 1990, nasceu como uma publicação ligada ao Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES). Por outro lado, a partir do materialismo histórico, delineado por Karl Marx e Friedrich Engels n’A Ideologia Alemã, e da própria revolução-passiva, buscamos tratar as concepções histórico-filosóficas de Paim e Mercadante desenvolvidas, respectivamente, nas seguintes obras: História das idéias filosóficas no Brasil e A consciência conservadora no Brasil. Concluímos que trata-se de uma ideologia brasileira.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Prof. Dr. Pedro Leão da Costa Neto (UTP)

Profª. Drª Sônia Regina de Mendonça (UFF)

Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

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MARINS, Priscila Marchini. O liberalismo político de 'Isto É' no processo da Assembleia Nacional Constituinte Brasileira nos anos 1985 até 1988. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2009.

♦ Resumo: O objetivo desta dissertação é investigar a linha política e ideológica da revista ISTO É. Essa pesquisa busca perceber como a revista se constituiu e se posicionou como aparelho privado de hegemonia. Para isso, procuramos entender a atuação e a posição política desse periódico semanal a partir da análise de editoriais e matérias acerca do acompanhamento, da cobertura jornalística, da notícia e da narração do processo de preparação, de instalação e de aprovação da Constituição pela Assembléia Nacional Constituinte. Esse estudo se centraliza em uma perspectiva nacional, entre o período que se estende do ano de 1985 - início da gestão de José Sarney e do encaminhamento da Assembléia Nacional Constituinte - até o ano de 1988 - promulgação da nova Constituição brasileira. Procurando apreender, nessa pesquisa, a estratégia jornalística e a prática hegemônica utilizada pela revista ISTO É através de suas matérias e editoriais que atuaram como força política na sociedade brasileira e na disputa com outros meios de comunicação pelo espaço de poder. Para isso, o entendimento do dialogo da revista ISTO É com a Assembléia Nacional Constituinte, parte dos elementos que estiveram presentes e encontrados durante a análise desse veículo jornalístico impresso. Analisamos também se houve elementos existentes nas matérias/editoriais jornalísticos que defendiam ou encaminhavam proposições ou medidas de cunho neoliberal já naquele contexto na década de 1980.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Prof. Dr. Gelson Rozentino de Almeida (UERJ)

Prof. Dr. Paulo José Koling (UNIOESTE)

 

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RIBEIRO, Marcos Vinícius. De Perón a Videla: revisão histórica e historiográfica do terrorismo e Estado na Argentina. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2009.

♦ Resumo: A dissertação aborda o período de vigência da política de Terrorismo de Estado (TDE) na Argentina e leva em consideração o Estado enquanto instituição histórica e relação social. O recorte temporal da pesquisa encontra-se inscrito sob o período de 1973-1978. A investigação recorreu a fontes primárias conseguidas junto a Asamblea Permanente por los Derchos Humanos (APDH), Centro de Estudios Legales e Sociales (CELS) e Comisión por la Memoria (CPM). A discussão apresenta um itinerário sobre a história argentina do período que inicia com o primeiro governo peronista, 1945, até o golpe de Estado de 24 de março de 1976 quando assume a Junta Militar sob a liderança do General Jorge Rafael Videla. O período de implantação do TDE não foi restrito à corporação militar. Durante o terceiro governo peronista, 1973-1976, houve a atuação de milícias pára-policiais armadas correspondetes a ultra-direita. Dentre elas destaca-se a Alianza Anticomunista Argentina, Triplo A, aparato ilegal e criminoso que passou a atuar durante o período que antecedeu o golpe. Destaca-se a organizaçã da direita livre cambista em organizações consideradas a partir do referencial gramsciano de Aparelhos Privados de Hegemonia na colaboração ao golpe de Estado.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Paulo José Koling

Prof. Dr. Henrique Padrós (UFRGS)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)

 

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ZEN, Luis Fernando Guimarães. A conciliação das eliltes: projetos de democracia em Veja. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2009.

♦ Resumo: Esta pesquisa foi realizada junto ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. A pesquisa buscou compreender as formas como a revista Veja atuou durante o processo da redemocratização brasileira entre os anos de 1982 a janeiro de 1985. A revista foi analisada metodologicamente como “aparelho privado de hegemonia” tendo como base teórica os estudos de Antonio Gramsci. O processo de redemocratização vivenciado pelo país nos anos 1980 ficou marcado pelas manifestações populares em prol das chamadas “diretas já” que envolveram diversos setores da sociedade brasileira, para reivindicar o direito a democracia. Esta pesquisa problematiza a atuação da Veja durante este processo no qual ela agiu no sentido de formular uma proposta neo-liberal defendendo que essa fosse a melhor alternativa para resolver os problemas políticos, econômicos e sociais do país. Esse posicionamento da revista fica claro na medida em que formou-se uma dissidência dentro do partido do governo, principal favorito nas eleições indiretas, na qual surgiu a chamada “Frente Liberal” apoiada pela Veja. A “Frente” foi determinante nesse processo na medida em que ela se junta a “oposição” e vence as eleições mesmo de forma indireta.

Orientação Banca Arquivo
Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva

Prof. Dr. David Maciel (UFG)

Profª Drª Sônia Regina de Mendonça (UFF/UNIOESTE)

Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil (UNIOESTE)

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Turma 2006-2008

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SMANIOTTO, Marcos Alexandre. A burguesia rondonense em ação: a formação e atuação da Guarda Mirim (1966 a 1979). Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2008.

♦ Resumo: O trabalho ora desenvolvido tem como proposta estudar as primeiras manifestações da(s) classe(s) dominante(s) em Marechal Cândido Rondon, e, principalmente, a formação e atuação do Centro de Integração Comunitário 12 de Outubro (Guarda Mirim) no município. Pretende-se com isso desvendar algumas das principais formas de dominação burguesa no município, demonstrando como as diferentes frações da burguesia rondonense se articulavam na defesa de seus objetivos, através de "aparelhos privados de hegemonia" e da ampliação do Estado. As "armas" na luta de classes da burguesia rondonense também foram investigadas, e, desta forma, a educação, a filantropia e a repressao às práticas extralegais formam alguns pontos de discussão seguidos durante a pesquisa. Ainda, foi investigada a relação "pedagógica" da Guarda Mirim com os menores através do regime paramilitar e, principalmente, através da exploração do trabalho de crianças e adolescentes.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Gilberto Grassi Calil

Profª. Drª. Virgínia Fontes (UFF)

Prof. Dr. Paulo José Koling (UNIOESTE)

 

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SEIBERT, Carlos Alberto. Os moradores do Loteamento Ceval na história de Marechal Cândido Rondon (1991-2007): um estudo de caso sobre a formação do setor urbano-industrial frigorífico e a luta por moradia. Marechal Cândido Rondon: Programa de Pós-Graduação em História UNIOESTE, 2008.

♦ Resumo: Esta dissertação trata da participação dos Moradores do Loteamento Ceval na história de Marechal Cândido Rondon (1991–2007), se propõe a fazer um estudo de caso sobre a formação do setor urbano-industrial frigorífico e a luta por moradia. Este processo teve início em 1963 e continua até o momento. A problematização enfoca as relações entre os múltiplos sujeitos sociais envolvidos: trabalhadores, empresários e empresas, do frigorífico, moradores do Loteamento Ceval, governo municipal, estadual e federal, imprensa e Ministério Público. No primeiro momento a análise está voltada para a for-mação do espaço urbano-industrial da cidade que ocorreu concomitantemente com a formação do frigorífico de carne suína de Marechal Cândido Rondon no período de 1963-1996. Juntamente com esse processo formou-se a Vila Operária no frigorífico de Marechal Cândido Rondon que, em 1991, fez parte de uma negociação envolvendo Go-verno Municipal e a empresa Ceval Alimentos. A partir dessa negociação as casas, da então Vila Operária, foram transferidas para o atual Loteamento Ceval. No Loteamento Ceval, além da ilegalidade, os moradores estão submetidos aos efeitos da poluição, aos riscos à integridade física, moral e saúde, à degradação ambiental, à baixa qualidade de vida, e o desemprego, à marginalização, ao descaso do poder público e, principalmente, a discriminação e à segregação social. A partir de 2004 enquanto pesquisa e extensão, a atuação da Universidade contribuiu decisivamente para a organização do acervo docu-mental que resultou no Procedimento Administrativo Ministerial nº 01/2003, no qual peritos do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção ao Meio Ambiente, de Curitiba, subsidiaram a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Marechal Cândido Rondon na confecção da Ação Civil Pública Ambiental, Autos 225/2005. Desta forma, enquanto órgão da Justiça, esta Promotoria atuou visando a defesa dos direitos difusos, especialmente, neste caso, em defesa do meio ambiente e da integridade física e moral dos moradores.

Orientação Banca Arquivo
Prof. Dr. Paulo José Koling

Prof. Dr. José Fernando Kieling (UFPEL)

Profª. Drª. Carla Luciana Souza da Silva (UNIOESTE)

 

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